domingo, 3 de junho de 2007

Então é assim...

(trabalho em desenvolvimento-foto digital s/tela -"anjos e sortilégios"-2007)


Durante os primeiros tempos deste espaço vou andar a experimentar um pouco as coisas e com isso correr o risco de tornar tudo um pouco confuso. Sou relativamente novo nestas andanças na "blogoesfera" e ainda estou a tentar perceber como é que tudo isto funciona e como é que poderei estruturar o espaço de acordo com algumas das ideias que trago. Dentro da minha trajectória em fotografia criativa irei procurar efectuar separadamente a apresentação das vertentes de criação pessoal, dança e espectáculos, moda e valorização pessoal e alguma reportagem.
Assim sendo, nesta fase experimental do blog, deixo-vos alguns exemplos de cada área acompanhados de algumas considerações.
( "o Ovo da Serpente" , acrilico s/fotografia, 1994/1996)




Criação pessoal
















Esta vertente engloba os trabalhos que normalmente apresento nas diversas exposições já efectuadas.

Esta criação ("O tempo das flores sob uma nova perspectiva: o estado de culpa", técnica mista, acrilico/areia s/fotografia) data de 1994/1996 e faz parte do que se poderá chamar a "primeira fase" do meu percurso. Fase esta que engloba obras realizadas entre 1992 e 1996, sendo que, após 1996, ocorreu um intervalo no qual, e apesar de ter continuado a realizar exposições e a recolher imagens, não efectuei qualquer trabalho de criação pessoal.

Este interregno terminou em 2003 com o regresso às minhas experiencias dando inicio a "segunda fase" da minha criação pessoal, a qual decorre ainda.

Mais tarde conto tecer mais considerações acerca destas duas fases, do que as distingue e do fio condutor que as une.

Bem como de todo o processo, por vezes complexo e doloroso, que envolve a criação e desenvolvimento deste tema.

(capa do video "Uma Frase Qualquer" , 1996)

Dança e Espectáculos

(capa do livro "A Companhia de Dança Contemporânea de Angola", 1997/ 2003)




Falar desta área implica falar da minha ligação e percurso junto da Companhia de Dança Contemporânea (C.D.C.) de Angola e da directora artística, coreógrafa e bailarina Ana Clara Guerra Marques. Aliás todo o meu trajecto na fotografia como profissional foi marcado pelo dinamismo, profissionalismo, preserverança e sensibilidade de Ana Clara. Não encontro adjectivos suficientes para sublinhar a importância que teve, e continua a ter, poder trabalhar com alguém com o carácter da directora artística da C.D.C. de Angola.
Será sem dúvida um tema a desenvolver em posteriores actualizações deste blog.

Moda e valorizacão pessoal

(Carina Lima, Portugal, 2005)







(Joana Romeiro, Angola, 2003)


Este tema foi caracterizado, por um lado, pelo surgimento e desenvolvimento do fenómeno da moda em Angola, logo após a transição do país de uma realidade de centralização da economia e partido único para uma economia de mercado e consequente multipartidarização. E por outro lado pela minha paixão, dedicação e especialização na vertente de retrato.
Irei falar mais tarde no meu trabalho desenvolvido com a primeira agência e escola de modelos e manequins estruturada e profissional (aspectos preponderantes para a sua sobrevivência) de Angola, a "Fresco" de Kayaya Jr e Mila Camposana. Não esquecendo nomes como os dos criadores Cajó e Didi.
Para o aperfeiçoamento da minha técnica em retratos foi essencial a colaboração e cumplicidade das inúmeras modelos e manequins angolanas que, nesses primeiros anos de aprendizagem e experiências, deram literalmente o corpo ao manifesto...













Reportagem e Publicidade

(visita do Papa João Paulo II a Angola, 1992)





Provavelmente esta terá sido a vertente menos visível da minha obra. Embora nos tempos do primeiro semanário privado angolano, Correio da Semana, as minhas fotos tenham sido presença assídua no espaço de cultura e sociedade, organizado pelo então jornalista Alvaro Macieira.
Foi também na área cultural do Jornal de Angola, a única publicação diária de âmbito nacional em Angola, que a minha colaboração teve mais visibilidade.
Num país com as características socio-económicas de Angola durante os anos 90 a esmagadora maioria dos fotógrafos nacionais e correspondentes estrangeiros movimentavam-se no universo do foto-jornalismo. E foi esta minha característica de não-querer-ser-mais-um que me fez abraçar e dedicar a áreas da fotografia em que mais ninguém parecia interessar-se.
Agora poderá dizer-se que é mais fácil ser-se o melhor quando não há mais ninguém, terão que ser vocês a julgar...
Mas também aqui existem nomes, temas e situações interessantes para desenvolver mais tarde.
Fico à espera da vossa opinião e comentário.